quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Diga-me teu jingle e te direi quem és!


Também faço jingles. Aliás, essa é uma das áreas da publicidade onde trabalho com mais frequência. Há cerca de vinte anos tenho feito jingles para váriso candidatos sergipanos, notadamente os ligados à "esquerda" como se dizia antigamente. Nesta campanha, estou fazendo as músicas do programa de tv de Edvaldo Nogueira, candidato a prefeito de Aracaju.
E é justamente por trabalhar com jingles, que me interesso em ouvir as músicas que embalam as campanhas dos mais diversos candidatos, analisar seus conteúdos (ou falta deles!) e formular idéias a respeito.
Uma delas é a de que o candidato que escolhe um jingle de mau gosto, ou seja, pobre de letra e melodia, e com refrão repetitivo e previsível; não merece o seu voto.
Esse tipo de candidato populista subestima a inteligência do seu eleitor, nivelando-o 'por baixo', apostando no "que todo mundo gosta", na música que "gruda como chiclettes". Mal sinal.
Claro que não dá pra achar que todo eleitor vá adorar jingles cheios de dissonâncias, imagens poéticas pra lá de sofisticadas e outras quintessências. Mas, aqui pra nós, que dá medo de votar nesses candidatos cheios de 'arrochas' e 'pisadinhas', ah, isso dá!
Nem tanto ao mar de lama, nem tanto à terra do nunca!

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